Perícia Contábil

Como Escolher um Bom Assistente Técnico Contábil

Em processos que discutem números, a perícia costuma decidir o resultado. Mas o laudo do perito do juízo nem sempre está correto — e é aí que o assistente técnico faz diferença. Escolher bem esse profissional pode significar milhares de reais a mais ou a menos na conta final. Este guia mostra por que ter um assistente técnico contábil, o que avaliar na hora de escolher e em que momento indicá-lo.

O que faz o assistente técnico contábil

O assistente técnico é o contador contratado por uma das partes (não pelo juiz) para acompanhar a perícia, analisar o laudo oficial e emitir um parecer técnico. Diferente do perito do juízo, que é imparcial, o assistente atua no interesse de quem o contratou — mas sempre com base técnica. Sua função é conferir premissas, refazer cálculos, apontar erros e formular quesitos que orientem o resultado. Um parecer bem fundamentado pode levar o juiz a pedir esclarecimentos ao perito ou a rever valores.

Por que ter um assistente técnico

Nem todo laudo está certo

Erros de premissa, base de cálculo equivocada, reflexos esquecidos ou verbas somadas em duplicidade acontecem — e passam despercebidos sem um olhar técnico do seu lado.

O que está em jogo é valor

Em causas relevantes, poucos pontos percentuais no cálculo representam muito dinheiro. O custo do assistente costuma ser pequeno diante do impacto no resultado.

Equilíbrio técnico no processo

O assistente coloca a sua parte em pé de igualdade técnica com o perito, permitindo um diálogo qualificado sobre os números.

O que avaliar na escolha

Registro e habilitação

Confirme o registro ativo no CRC e a experiência em perícia contábil. Contadores habilitados como peritos conhecem a estrutura do laudo e o que pode ser questionado.

Experiência na matéria do processo

Perícia trabalhista, apuração de haveres e revisão de contratos exigem conhecimentos distintos. Prefira quem já atuou em casos semelhantes ao seu.

Clareza na comunicação

Um bom parecer é compreendido pelo juiz e pelo advogado. Fuja de quem só entrega números sem explicar o raciocínio.

Rigor com prazos

O prazo no processo é improrrogável. O assistente precisa organizar a análise para se manifestar dentro da janela processual.

Independência técnica

O assistente defende o interesse da parte, mas com fundamento. Promessas de resultado sem análise dos documentos são um sinal de alerta.

Quando indicar o assistente técnico

O momento ideal é antes de a perícia começar, para que o assistente ajude a formular quesitos e acompanhe os trabalhos desde o início. Mas também é possível contratá-lo depois, para analisar e impugnar um laudo já entregue. Em geral, quem indica é o advogado da causa, que escolhe um assistente de confiança para reforçar a tese com um parecer contábil. Vale a pena sobretudo em causas de valor alto, quando o laudo apresenta erro aparente ou quando os quesitos técnicos são decisivos para o resultado.

Sinais de alerta na hora de escolher

• Promessa de resultado antes de analisar os documentos do processo

• Registro no CRC inativo ou ausência de experiência em perícia

• Dificuldade em explicar os cálculos de forma compreensível

• Histórico de descumprimento de prazos processuais

Assistente técnico e perito: papéis diferentes

É importante não confundir. O laudo oficial é sempre do perito nomeado pelo juiz; o assistente técnico produz um parecer que o questiona ou o confirma — não o substitui. Os dois papéis convivem e se complementam. Rosana Soares atua nas duas frentes: como perita nomeada pelo TRT/RJ e pelo TJ-RJ e como assistente técnica das partes. Conheça o serviço de perícia e assistência técnica no Rio de Janeiro.

Perguntas frequentes

O perito é nomeado pelo juiz e é imparcial: produz o laudo oficial. O assistente técnico é contratado por uma das partes para analisar esse laudo e defender tecnicamente o interesse de quem o contratou, por meio de um parecer. Um não substitui o outro.

Normalmente o advogado da causa indica um assistente de confiança, muitas vezes junto com o cliente. O importante é que seja um contador habilitado e experiente na matéria do processo.

O ideal é antes de a perícia começar, para ajudar na formulação dos quesitos e acompanhar os trabalhos. Mas também é possível contratá-lo depois, para impugnar um laudo já apresentado.

Em causas de valor relevante, costuma valer: o custo do assistente tende a ser pequeno diante do impacto que uma correção de cálculo pode ter no valor final. A avaliação do caso concreto define se é indicado.