Uma das dúvidas mais comuns de quem tem empresa: qual a forma certa de o sócio tirar o próprio dinheiro? Misturar conta pessoal e da empresa é problema na certa. A resposta passa por entender dois caminhos — o pró-labore e a distribuição de lucros — e como combiná-los para pagar menos imposto, dentro da lei.
É a remuneração do sócio pelo trabalho que ele exerce na empresa — uma espécie de "salário do dono". Sobre o pró-labore incidem INSS (11% do sócio, com teto) e Imposto de Renda na tabela progressiva. É obrigatório ter pró-labore quando o sócio efetivamente trabalha na empresa.
É a parcela do lucro da empresa repassada aos sócios. Quando a empresa mantém contabilidade regular e apura o lucro corretamente, a distribuição é isenta de Imposto de Renda e não paga INSS — o que a torna a forma mais eficiente de remunerar o sócio.
INSS (11%) + IRPF na tabela progressiva (até 27,5%).
Isenta de IRPF e sem INSS, desde que haja escrituração contábil que comprove o lucro.
Na prática, o ideal costuma ser um pró-labore em valor adequado (que ainda ajuda no Fator R e garante direitos previdenciários) somado à distribuição de lucros isenta para o restante. O equilíbrio certo depende do seu regime e faturamento — é exatamente o tipo de conta que fazemos no planejamento tributário. Para distribuir lucros com segurança, a contabilidade precisa estar em dia.